04/10/2011

Saúde cultural


Todos os dias eu ligava a”TV” via os jornais encostados na banca, passava pelos montis de pessoas a discutir assuntos cotidianos, me sentava frente ao jornal ao meio dia para acompanhar as noticias durante a minha refeição e só uma coisa que eu via em comum a isso tudo.... TRAGÉDIA, TRAGÉDIA, TRAGÉDIA e TRAGÉDIA.
Tudo só se torna marcante quando é perceptível, imagine a cena de um jovem totalmente despreocupado, que nunca passou por uma situação de emergência, entrando em um Pronto socorro de hospital lotado, o caos toma conta daquele lugar, ele calmamente se senta, chocado com o que vê , começa a imaginar porque tudo aquilo acontece.


Normalmente as pessoas culpam o governo por tudo, mas será que a culpa é mesmo do governo???
o que leva a pensar isso é que somos o povo perante um sistema... então tudo passa por nós primeiro... esse sistema é fielmente e naturalmente manipulador e faz suas vontades prosperarem, prova disso são as aprovações rápidas de reajustes em seus salários, auxílios mordia e etc.... Nós como povo lemos as noticias, nos indignamos, reclamamos, falamos mal, mas continuamos a tocar a vida normalmente, recebemos uma lavagem cerebral que vai se propagando em nosso dia-dia bem devagar, o chamado “pano quente”... passam se alguns anos e lá estão eles novamente. A pergunta é. Como eles chegam lá??
A culpa é de quem da essa base, quem permite que eles cheguem lá ou seja, nós cidadãos comuns. Novamente o pensamento do jovem sentado no corredor do pronto socorro volta ao normal, a desorganização a desestruturação é fora do comum, os fatores que levam aquilo são facilmente perceptíveis: imprudência, falta de disciplina, incapacidade profissional, falta de profissionais qualificados, tudo isso misturado ao desespero e dor e stress dos pacientes e acompanhantes é transformado em uma bomba de, diagnósticos mal feitos, perda de vidas, mais tristeza, mais caos.
É necessário um maior entendimento a respeito desses assuntos, entender os processos, isso não significa que será o fim de corredores lotados, mas pode ser o começo de um povo mais entendido, de um sistema de saúde que funcionará de forma mais eficaz, mas para isso é necessário profissionais dedicados e disciplinados e um povo mais exigente que faz valre seus direitos, com respeito e educação.

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