Por um minuto tudo se calou, as paredes se moveram em minha direção, meu ar acabou me senti sufocado, mas ela passou; com um vestido branco rodado, seu cabelo amarrado em tranças e me olhou, senti algo que não quis nomear, algo que me consumiu, gritei e de nada adiantou, tudo que me restava eram paredes e aquele olhar, um olhar seco e sem resposta, aquela sensação me amargava, e quanto mais doia mais eu gritava, mais ela me olhava, empurrei as paredes e fui em direção a ela, segurei suas tranças e a beijei, beijei com força, beijei com dor, soltei o ar dos meus pulmões em seus lábios, eu falei que a amava, ela nada respondeu, as paredes voltaram ao lugar e ela saiu pela porta, fui atrás mas ela desapareceu, desapareceu para nunca mais voltar, pois quando eu a chamei pelo nome ela entendeu que eu a conhecia, tirei ela da minha vida, pois a coloquei como uma tatuagem, pois a transformei em combustão e seu nome era tão simples, seu nome era solidão.
Fábio S.
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