Quando uma ância tomo meu corpo eu vou até você, normalmente deitado, enrolado em seu próprio mundo, a espera de alguem que te entenda e o leve para dentro, quebro o seu casulo para o meu bem querer, com a chama do que me remete ao mundo eu te acendo, observo você se disfazendo em cinzas que caem ao chão, então com pressa te beijo e tiro de você o que você tem de melhor, o trago.
Essa retratação de uso e abuso me leva a transparecer sua real necessidade dentro de mim, te convido a entrar no meu corpo e você nem responde, invade todo o meu sistema nervoso e me acalma, me leva a onde eu queria chegar, um segundo de observação é pouco, volto a olhar pra você e toda sua grandesa vai se desfazendo em cinzas, um amontoado de tóxicos inúteis, de nada adiantou seu olhar pois com o fim da chama; ele não brilha mais.
Fábio S.
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